domingo, 19 de janeiro de 2014

Como pode? ~

Como pode?
Um simples sorriso,
Fazer com que tudo perca o sentido,
E ganhe sentido ao exato mesmo momento?
Uma tarde,
Um chimarrão,
Algumas lágrimas,
E uns risos balançando ao fundo.
Uns vitrais,
Uma multidão,
E um medo desconhecido que me dominou.
Mas me mantive tranquilo.
Pois sabia que ela voltaria.
E ela voltou.
Foram poucas palavras minhas.
Mas fortes.
E um beijo que não aconteceu.
Mas mesmo assim.
Foi perfeito.


                                                             boDDah_

sábado, 18 de janeiro de 2014

A tormenta ~

13:02 o relógio marcava quando o trovão ecoou...


... E ecoou por todo o meu corpo despertando o que era para ser, apenas um simples dia.

Dia nublado...
Com o som tênue do trovão, ainda deitado abri os olhos rápido, porém um pouco ofuscado.

O único raio de sol que se espremia entre as nuvens carregadas, quem diria, estava lá, lutando para ficar sobre os meus olhos.
Demorei em me dar conta que estava no barco em que parti...

O vento forte e a umidade roubavam-me rápido o calor que demorei uma noite para acumular.
A neblina dançava por todos os lados, convidando-me a aspirá-la.

Então, simplesmente fechei os olhos, e aspirei aquele doce ar frio, que me fazia lembrar de toda a fria infância que tive.
No meu antigo lar, a Serra Gaúcha.

Quem diria que a vida seria tão assim... 

Rouba-me o que cativo, apaga minhas memórias... Faz do que perdi uma semente para um novo destino.
Tão incerto destino...

O oceano que me carrega me leva pra lá e para cá, e às vezes volta... Não me diz onde estou.

Sinto-me como a pétala da flor, de uma antiga árvore que cansou de florir. A mesma que cai no rio e se perde durante o seu curso.

Quem não gostaria de viver sem se machucar, e a ficar entre os que se ama sem os perder de vista por um momento se quer?
Pois eu sinto um aperto no peito, toda vez que olho para trás.

Todos os sorrisos que eu provoquei. Todas as inevitáveis lágrimas que deixei cair... Por amor, por tristeza.
E o mar me leva para longe disso tudo, sem ao menos eu poder me despedir.

O que me sobrou da memória apagada, foi um dos momentos mais marcantes da minha vida.
Foi o último acenar da minha amada no porto... O que sumiu rapidamente entre o espesso nevoeiro que se formava entre nós.
Foi o meu grito rouco, pedindo para voltar, mas que não foi ouvido por ninguém se quer, exceto pelo mar.

Momentos, tempos, sentimentos perdidos, E a vontade... De ter tudo de novo.

Deitado e inconformado, olhava para o céu. Formava-se uma tempestade logo acima de mim.
Chover no molhado, Iemanjá, eu dizia. Já te tinha tormenta, dentro de mim.

Os raios ameaçavam cair no meu barco. Imponente, estrondoso trovão.
Não me importava... Estava com um vazio no peito.
Era o silêncio do mar, dentro do meu coração.

Vaguei pelos sete mares, procurando o que eu ainda não tinha encontrado.
Até achei que louco eu tinha ficado. Mas louco eu já estava meu amor.
Desde o dia em que eu resolvi partir de ti sem ao menos eu poder me despedir.


Bruno Brechane


                                                                                        boDDah_

Um Paraíso Prum Sujeito Ateu ~

E o sábado começou amargo.
Desejando que o ontem não tivesse existido.
O gosto amargo,
Não vem da bebida,
Que bebi para esquecer teu gosto.
Vem do desgosto.
Do desgosto de ter gostado.
Do desgosto de ter falado.
Do desgosto de ter ouvido.
Do desgosto de ter dado ouvidos.
De ter mais uma vez caído,
Na mesma conversa de sempre.
Eu sei que você gostou,
Isso eu sei.
Mas não sei mais qual seu gosto.
Hoje só conheço,
O gosto amargo.



                                                            boDDah_

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Uma semana ~

Difícil ostentar um sorriso verdadeiro.
Quando seu coração grita de dor.
A dor física não faz a menor diferença.
Não existe.
Você quer chorar.
Explodir.
Mas não pode.
A dor está lá, e não pode ser evitada.
Só... Sentida...
E deliciada.
Como aquele Viña Laroche Pinot Noir.
Que você guarda por tanto tempo.
E toma com tristeza, 
Porquê irá acabar,
Porém com alegria,
Por ter desfrutado de tão magnifica bebiba.
Assim é a dor que sinto.
Não posso evitar.
Só... Sentir.



                                                                 boDDah_

Quebrando o Hábito ~

Por favor, Só fica.
Do meu lado, na minha frente.
Por um dia, um mês, um ano.
Fica comigo.
Na minha cama, na minha vida.
O tempo e do jeito que você achar certo.
Mas fica.
E então me beija,
Como se fosse nosso último dia.
Me faz esquecer que tem uma guerra do outro lado.
Me abraça, Me segura.
Não me deixa cair.
Porquê o mundo lá fora esta desmoronando,
E eu aqui estou aos pedaços.
Então me ajuda.
Não me abandona.
Não agora, não mais.
Porquê agora sou prisioneira da tua atenção,
E dos teus cuidados.
Do seu beijo,
E do gosto doce que ele tem.
Dependente de você.
Pode se assustar, Tudo bem.
Eu entendo.
Vai lá, tira um tempo pra cabeça.
Mas quando der, volta para mim.
Volta e fica.
Por favor.
Fica.


F. S.


                                                        boDDah_

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Por Quem os Sinos Soam ~

Simplesmente me apaixonei.
Tão simples e tão confuso.
Esse sentimento.
Que me acalma e me atormenta ao exato mesmo tempo.
Me apaixonei pelo seu jeito.
Pelo seu sorriso.
Pela sua boca.
Até ouvir sua respiração,
Faz meu mundo parar.
E o simples gesto,
Em que você me toca levemente,
Me tira a razão.
Imagino o quanto eu me perderia,
No teu beijo,
Na tua boca,
No teu abraço,
Quão catastrófico seria,
Me entregar a isso.
Me desperta uma vontade insana,
De te encontrar e explicar tudo o que sinto.
Ou somente dizer "Me apaixonei por você".
Pois fora estas,
Não existem palavras,
Capazes de descrever o meu estado.


F. S.

        
                                                            boDDah_

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Enigma ~

Você está com fome.
Muita fome.
Como nunca esteve.
E encontra uma torta.
Mas por algum motivo você não pode comer.
Você pode ver.
E ela parece maravilhosa, como muito poucas são.
Você pode sentir o cheiro.
E o cheiro dela hipnotiza.
Você deseja.
Como nunca havia desejado antes.
Precisa daquela torta.
Você pode até tocar ela.
E é o toque mais sensível que já sentistes.
Mas não pode se alimentar dela.
Pois você tem medo.
Medo que ela te faça mal.
Medo que você acabe gostando demais dela,
E não consiga mais ficar sem ela depois.
Seu medo é maior que sua fome?
Você tem medo.
Medo.



                                                         boDDah_

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Decisões ~

Engraçado.
Meu olhar procurando o teu.
Todas as vezes que cruzamos.
Engraçado.
Como ele sempre encontra.
Nunca se decepciona.
Engraçado.
Nossas frases nas entrelinhas.
A vontade que não termina.
Engraçado.
Engraçado.




                                                                     boDDah_

domingo, 12 de janeiro de 2014

Loucos de cara ~

Vem, anda comigo pelo planeta.
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro.
Vamos sumir!

Não importa que Deus,
Jogue pesadas moedas do céu,
Vire sacolas de lixo.
Pelo caminho.

Se na praça em Moscou,
Lênin caminha e procura por ti,
Sob o luar do oriente,
Fica na tua.

Não importam vitórias,
Grandes derrotas, bilhões de fuzis,
Aço e perfume dos mísseis,
Nos teus sapatos.

Os chineses e os negros,
Lotam navios e decoram canções,
Fumam haxixe na esquina,
Fica na tua.

Vem, anda comigo pelo planeta
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro
Vamos sumir!

Não importa que Lennon,
Arme no inferno a polícia civil,
Mostre as orelhas de burro,
Aos peruanos.

Garibaldi delira,
Puxa no campo um provável navio,
Grita no mar farroupilha,
Fica na tua.

Não importa que os vikings
Queimem as fábricas do cone sul,
Virem barris de bebidas,
No rio da prata.

Boitatá nos espera,
Na encruzilhada da noite sem luz,
Com sua fome encantada,
Fica na tua.

Poetas loucos de cara.
Soldados loucos de cara.
Malditos loucos de cara.
Ah, vamos sumir!

Parceiros loucos de cara.
Ciganos loucos de cara.
Inquietos loucos de cara.
Ah, vamos sumir!

Vem, anda comigo pelo planeta.
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro.
Vamos sumir!

Se um dia qualquer.
Tudo pulsar num imenso vazio.
Coisas saindo do nada,
Indo pro nada

Se mais nada existir,
Mesmo o que sempre chamamos real,
E isso pra ti for tão claro,
Que nem percebas.

Se um dia qualquer,
Ter lucidez for o mesmo que andar,
E não notares que andas,
O tempo inteiro.

É sinal que valeu!
Pega carona no carro que vem,
Se ele é azul, não importa,
Fica na tua.

Videntes loucos de cara.
Descrentes loucos de cara.
Pirados loucos de cara.
Ah, vamos sumir!

Latinos, deuses, gênios, santos, podres.
Ateus, imundos e limpos.
Moleques loucos de cara.
Ah, vamos sumir!

Gigantes, tolos, monges, monstros, sábios,
Bardos, anjos rudes, cheios do saco,
Fantasmas loucos de cara.
Ah, vamos sumir!

Vem, anda comigo pelo planeta.
Vamos sumir!
Vem, nada nos prende, ombro no ombro.
Vamos sumir!



Vítor Ramil.


                                                                   boDDah_

sábado, 11 de janeiro de 2014

Proibido ~

Começou sem expectativa.
Sem ter pra onde ir.
Foi incomum.
Como há muito não era.
Sem sentido.
E com todos os sentidos.
De uma bebida à outra.
Sem nem notarmos.
Viajamos 9000 KM, 18000 KM.
Sem sair do lugar.
Voltamos no tempo.
Monges, freiras, festas.
E algo que essa geração desconhece.
E no fim?
Não houve.
Mas eu já não me importava.


                                                 boDDah_

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Certa noite ~

Certa noite... estava na rodoviária de Caxias do Sul. Não eram muitas as almas ali presentes.

Quase todas estavam sentadas, ou perdidas em meio à sombras de postes pifados.
O faxineiro que caminhava arrastando o seu carrinho, seus passos e o ranger de rodas, eram os únicos soares que o lugar me permitia escutar.
Soares interrompidos de vez em quando por barulhos importunos, de tosses de fumantes, e pneus passando em possas d'água.

As poucas lâmpadas fluorescentes que havia lá, só serviam praticamente para revelar a névoa alimentada por diversos cigarros...
Pouco iluminavam os semblantes das pobres criaturas castigadas pelo tempo, as alimentadas por sonhos principalmente, e desejos mal direcionados.

Lembro que toda vez que o faxineiro passava por mim, olhava para meu par de tênis brancos.
Olhava diretamente para mim com um olhar triste, e voltava a seguir seu caminho de cabeça baixa.

Enquanto juntava os tocos de cigarro, olhava para o céu estrelado.
Seus olhos negros brilhavam intensamente, como se dissesse para si mesmo: Um dia ainda terei um par de tênis como aqueles.
Um desejo simples, para uma vida efêmera que tinha poucos segundos de sonhar.

Sem ter o que fazer... Eu esperava pacientemente a minha carona que parecia nunca chegar.
Me distraía olhando para as marcas nas paredes, feitas por seres incompreendidos...

Eram tais quais de prisões. Como se não pudessem esperar o dia em que finalmente sairiam daquele inferno.
Tocava naquelas marcas, e então, podia sentir a dor que eles sentiam.

Fechava os olhos... E em meio a tantas tosses, e a tatear paredes. Flashs de visões eu recebia.
Era como se... Estivesse em uma maternidade vazia.
Pois ao invés de ouvir o choro de bebês que recém teriam nascido, ouvia o doloroso som de tosses de seres que estavam prestes a morrer...

Eu sabia que... Enquanto estivesse naquele lugar, a morte se manteria viva em mim.
Mas nunca pensei, que em um dia veria a face dela tão de perto...
Um pedacinho dela, em cada um de todos nós.





                                                                     Bruno Brechane ~

A tua ausência ~

Todo aquele sentimento,
De querer estar contigo a cada momento,
Sem pensar em nada em nenhum momento,
Apenas te querendo naquele tempo,
Se perderam na ação do tempo.            

Aonde estão tuas promessas?
As promessas que me fazias quando me deitava.
As promessas que me fazia quando me abraçava.
Aonde estão tuas palavras?
Aquelas que me confortavam,
As palavras que me dizia enquanto me amava.

A ausência continua.
A dor aumenta.
A dor continua.
Mas eu sigo em frente.
E o que me resta, é te odiar.

Deitada nesse chão gelado,
Fico olhando pro céu nublado,
Lembrando lentamente do nosso abraço,

Me lamentando de um dia ter te amado.


                                                 Lizzy Sanavio ~

O todo ~

Durante muito tempo.
Foste a escolhida.
A única desejada.
A minha metade.
A versão completa de mim.
Para alguns.
A felizarda.
Para outros.
A coitada.
A que me fazia voar.
A que me dava borboletas na barriga.
Só em pensar.
Mas em alguma parte do percurso.
Você deixou de ser você.
Você mudou.
E eu deixei de sentir.


                                                    boDDah_

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Corra até a Porta ~

Corra,
Corra até aquela porta.
Corra sem olhar para os lados.
E não pense nos problemas
Só em alcançar a porta.

Alcance seu destino.
Alcance teus sonhos.
Sua glória.
Alcance a tua vitória.


Busque o teu sonho.
E quando alcança-lo.
Tudo estará em suas mãos.
Tudo estará calmo.

E se a busca foi dolorosa.
Deixe que o amor cure.
Deixe que a dor se apague.
Deixe a solidão ir embora.
Faça o rancor sumir.
Deixe sua alma sã.



                                                       Lizzy~

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Minha Paz ~

E quando me deitou no gramado,
Sussurrando no meu ouvido:
- feche os olhos e esqueça o mundo lá fora. Eu vou cuidar de você, minha pequena.
Foi quando eu percebi que,
Pela primeira vez, alguém fez eu me sentir segura.
E sem me importar com o desmoronamento do meu mundo, eu me entreguei a você.
Só conseguia ficar deitada, observando suas caras e bocas quando me tinha como sua mulher.
Sem conseguir pensar,
Eu te observava beijando o meu corpo frio.
Sem forças para resistir,
Eu te sentia dentro de mim.

E o calor do teu corpo me protegeu do frio da solidão.
E quando me abraçou por trás,
Nossos corpos formaram um só corpo.
Nossas almas se juntaram trazendo de volta a minha paz.

Foi quando nos isolamos do mundo.

                                                    ~ Lizzy Sanavio

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Confusão ~

Beleza confusa.
Que me confunde.
Sem nem saber porque.
Hora quer.
Hora não quer.
Voz diferente.
Que me confunde.
Hora menina.
Hora mulher.
Carinho.
Afeto.
Que me confunde.
Sem nem saber porque.
Ou será que sabe?
Está confusa?
Ou sabe o que quer?



                                                         boDDah_

Minha Tortura Diária ~

E hoje eu só quero sentar na varanda de casa
E tomar aquele velho vinho, observando as estrelas.
Tais estrelas que brilham como os teus olhos no anoitecer,
E o teu cheiro continua nas minhas camisetas...
Aquele cheiro doce como as rosas.
O cheiro que sentirei pelo resto da minha vida.
 Me restou apenas nossas lembranças juntos, que hoje em dia,
Não significam nada além de uma dolorosa tortura diária.

Hoje eu só quero olhar para o luar e não ter que lembrar de você.
E andar pelos corredores sem escutar teus passos vindo em minha direção.
Deitar minha cabeça no travesseiro e não sentir seu corpo junto ao meu.
Só, não queria sofrer essa tortura que você deixou,
Sentir esse vazio que ficou.

E o que me restou?
Restou meu companheiro de solidão,
O meu inimigo que hoje, virou acolhedor.
Restou a minha culpa de ser impaciente,

Restou apenas ele, o meu Orgulho. 
                                ~ Lizzy Sanavio

Meu Remédio ~

E quando se sentir perdido neste mundo cruel.. 
Me sinta! 
sinta o calor, 
sinta o fogo,
sinta o vento, 
E o frio.
Me sinta curando o seu corpo e sua alma.
Te protegendo com garras e dentes.
E quando não encontrar forças para lutar... 
Feche os olhos! 
Feche seus olhos e se perca. 
Em mim.
E todo esse pesadelo irá sumir. 
Me procure no nosso jardim 
Esqueça toda dor e todo ódio... 
Apenas me abrace. 
Se sinta acolhido em meu colo e toda dor passará. 
Todas as feridas iram se curar e todo o sufoco sumirá. 
Só.. 
Fuja para o nosso jardim.
E tudo ficará bem novamente .

                                                                                              ~Lizzy Sanavio

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Selo ~

Não consigo. 
Não te sinto mais. 
Não. 
Não te sinto mais... 
Eu queria... 
NOSSA! COMO EU QUERIA! 
A pessoa que eu mais precisaria nesse momento. 
Era de ti. 
Mas não te sinto. 
Eu te sentia do meu lado. 
Sempre. 
Não importa o que acontecesse. 
Mas não te sinto mais. 
Não me sinto mais intimo teu.


boDDah_

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Nosso abrigo ~

Assim como eu amo olhar o luar.
Amo olhar você.
É no seu abraço que me sinto protegida.
Vendo seu olhar é onde eu me acho.
É te observando que eu acho a minha pequena paz. 
E se a saudade apertar, feche os olhos, honey.
Feche os olhos e me sinta com sua alma.
Me acolha novamente pra que eu possa dormir em paz.
Apenas.
Me ame novamente.



Lizzy Sanavio.

Noite ~

Não consigo dormir antes das 2:00 da manhã.
Nunca.
Muita coisa na cabeça.
Muita ideia pra organizar.
Muitos fantasmas pra lidar.
Eles falam, gritam, sussurram.
Não me deixam dormir.
Me pedem coisas que eu não quero fazer.
Mas ou é isso, ou eu não durmo.
E só depois que eu alimento cada um deles, exatamente com o que querem.
Então, Finalmente...
Eu durmo.


boDDah_